29.7.17

RUELAS


Gosto de passear por antigas ruelas
sem pressas de alcançar as avenidas
pejadas de homens acabados de chegar
e de outros que ali contam madrugadas
 
Nessas ruelas há janelas de telhado
por onde a luz penetra afunilando os raios
trespassando vidros iluminando com doçura
os passos dos vultos caminhantes

Sei da velhice das ruelas das suas chagas
da sua solidão em noites pardas
e sei dos sonhos de outras noites
vejo-os ondulantes abraçados 
um riso em maré alta a subir a subir
a abrir de par em par as últimas janelas

Licínia Quitério

2 comentários:

Graça Pires disse...

Vou contigo pelas ruelas para ver o que os teu olhos conseguem ver...
Um beijo, minha Amiga.

Mar Arável disse...

Sempre no belo ciclo das marés
Bj

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