17.12.16

A NOITE


A noite é manto e alimento de orfandades.
Na escuridão, igual o cor-de-rosa dos amados
ao anil crepuscular dos rejeitados.

De noite caminham os proscritos da alegria
e os recusados do banquete.
A noite guarda com igual ternura
a miséria e o mendigo, 
o atrevimento e o precipício.

Nos socalcos da noite há poemas e rimas
prontos para a colheita do poeta 
que na própria cegueira acende estrelas.

Licínia Quitério

3 comentários:

LuísM Castanheira disse...

de noite todos os gatos são pardos...
mas a poeta acende estrelas.
mto belo.

Licínia Quitério disse...

Muito obrigada, Luís, pelos seus comentários amáveis e assíduos.
Os meus cumprimentos de Boas Festas.

LuísM Castanheira disse...

Igualmente o desejo de Boas Festas para si (que graças à Graça P.conheci)

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