24.11.16

AZUL



É no azul que me prossigo
me desperto

Junto as mãos
e chamo os pássaros
da infância
com palavras-asa
altas tresloucadas
palavras-pedra 

robustas apressadas
palavras-corpo
trementes ofertadas


No azul me adormeço
e a desobediência dos pássaros
é  o negrume que me perpassa 
o sono 

Nunca saberei se no azul
permanece
aquela história de  encantar
que falava de pássaros de olhos azuis
iguais aos teus
mãe
que eram verdes e falantes

Licínia Quitério

1 comentário:

Graça Pires disse...

Aquela história de encantar continua azul, como este poema que me encantou, Licínia.
Uma boa semana.
Beijos.

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